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Rápido e flexível
Philip Kotler fala por que as verdades antes inquestionáveis do marketing podem falhar no ambiente atual. Maior referência do marketing, ele será um dos palestrantes do Fórum Mundial de Marketing e Vendas (18 e 19 de agosto). Não é segredo para ninguém que a mudança é a verdade dominante do mundo. Nem mesmo ignoramos que o ritmo da mudança é cada vez mais veloz. Há duas forças inter-relacionadas que determinam o panorama econômico atual: a tecnologia e a globalização. O desenvolvimento tecnológico, sobretudo após a proliferação da internet, modificou por completo a forma de proceder das organizações de todos os níveis. Os avanços tecnológicos modificam os padrões de pensamento das pessoas. Introduzem um novo código, e, assim, cria-se uma nova linguagem. Foi também esse desenvolvimento tecnológico, com as novas ferramentas que ele introduziu, que permitiu que o fenômeno da globalização ganhasse força. A visão de “aldeia global”, da qual Marshall McLuhan falava nos anos 1960, é hoje uma realidade palpável. Há outras forças que impulsionam mudanças e que contribuem para a reformulação da economia. Os monopólios estão desaparecendo devido à crescente desregulação, que permite a entrada de novos concorrentes, o que antes era vetado. A privatização, que pôs nas mãos das empresas privadas serviços que costumavam ser prestados pelos órgãos governamentais, também gerou grandes mudanças no panorama econômico, abrindo-o ainda mais. Essa abertura dos mercados em todos os seus níveis fez com que hoje o panorama seja cada vez menos previsível. Com isso, é crucial ser cada vez mais adaptável. As empresas já não podem confiar nas velhas práticas dos negócios, que, até há não muito tempo, eram verdades inquestionáveis. Tradicionalmente, havia certas práticas vencedoras no marketing, que prometiam sucesso às empresas. Contudo, já não podemos aplicar essas regras matematicamente –já não são fórmulas absolutas e cada uma delas tem seu revés. Descreverei cada uma e detalharei por que não podem mais ser aplicadas inquestionavelmente. 1. Ganhar por meio da mais alta qualidade. Não há apenas um padrão de qualidade. Os diferentes clientes priorizam diferentes aspectos de um mesmo produto. Por outro lado, é cada vez mais homogêneo o nível de qualidade que alcançam os diferentes concorrentes de um mercado, e chegar ao nível máximo de qualidade pode ser muito oneroso e pode pôr em risco a rentabilidade de um negócio. 2. Ganhar por meio de um serviço superior. A ordem de importância dos atributos de um serviço não é a mesma para todos os clientes, daí ser difícil atender a todos por igual. 3. Ganhar por meio dos preços baixos. O afã de baixar os custos para conseguir o melhor preço pode pôr em risco a qualidade do produto ou do serviço oferecido. 4. Ganhar por meio da maior participação no mercado. Não é garantia de sucesso. Há muitas empresas líderes em seus mercados que, por seu tamanho grande e por sua infraestrutura, não conseguem manter a rentabilidade. 5. Ganhar por meio da adaptação e da personalização. Este esforço pode gerar custos muito altos. 6. Ganhar por meio da melhoria contínua do produto. Há certos produtos que alcançam rapidamente o limite de suas possibilidades de melhorias. 7. Ganhar por meio da inovação do produto. O porcentual de fracasso no lançamento de novos produtos é alto, o que faz com que esse tipo de iniciativa seja perigosa. 8. Ganhar por meio da incorporação a mercados de alto crescimento. Nesse tipo de mercado, os produtos têm uma alta obsolescência e são necessários investimentos contínuos para garantir a permanência da empresa, o que gera custos fixos muito altos. 9. Ganhar por meio da superação das expectativas dos clientes. Os clientes são cada vez mais exigentes e as empresas devem contentar-se me conseguir atingir suas expectativas altíssimas. Como elaborar, então, uma estratégia de marketing ganhadora? Não há receitas mágicas a seguir. Não há leis universais para guiar os movimentos no âmbito econômico atual. Casa empresa deve forjar sua própria estrutura de qualidade e atividades de marketing. Uma estratégia sólida diferenciará uma empresa de suas concorrentes. Uma estratégia sólida não é fácil de imitar, já que inclui diversas variáveis dentro da arquitetura estratégica. Os desafios que hoje enfrentam as empresas são enormes. De um lado, satisfazer os consumidores de seus produtos e serviços, que se caracterizam por ser mais exigentes, ser sensíveis aos preços, possuir altas expectativas, ser pouco sensíveis à marca e ser muito menos leais. Para satisfazer os consumidores, é imprescindível que se desenvolva uma estratégia sob-medida. As empresas que fazem marketing inteligente melhoram seu conhecimento sobre o cliente e sobre as tecnologias de conexão com ele. Convidam-no a participar do design do produto, integram comunicações de marketing, apelam para mais tecnologias, estão à disposição de seus clientes permanentemente e associam-se aos seus canais de distribuição. Em suma, oferecem um valor superior. O futuro é hoje Em 1999, escrevi como seria o marketing do ano 2005. Volto a ler aquelas palavras e me vejo diante de uma descrição do conjunto de empresas que hoje focam o futuro. Há uma “desintermediação” considerável entre atacadistas e varejistas. Os varejistas, consequentemente, em vez de vender uma variedade de produtos, vendem uma experiência. É importante criar planos de desenvolvimento de lealdade para reter os clientes que são cada vez menos fiéis. As bases de dados são continuamente atualizadas e as ofertas se adaptam às preferências de cada cliente. Muitas organizações conseguiram ajustar as cifras de rentabilidade por segmentos, consumidores individuais, produtos e canais. A interação das organizações com seu entorno é cada vez maior. A publicidade tradicional deixou de existir. As empresas decidem destinar cada vez mais de sua verba publicitária para caminhos não-tradicionais de promoção. Está claro que a maneira de proceder nos mercados deve mudar ao ritmo em que muda o mundo. As empresas de sucesso serão –e já são– aquelas que fizerem com que seu marketing seja tão dinâmico quanto o mundo em que vivemos.
Por Philip Kotler é o premiado autor de Administração de Marketing, entre outros mais de 20 livros cujas vendas superam cinco milhões de exemplares em 58 países. Kotler é um dos palestrantes do Fórum Mundial de Marketing e Vendas da HSM, que acontecerá em 18 e 19 de agosto, em São Paulo. FONTE: HSM Online 14/08/2009
Em uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2009 pelo Grupo Consultores, a pedido da iThink (www.ithink.com.br), foi descrito qual é o perfil ideial para os prospects ao escolher uma agência digital. A ordem foi: 1° Cases e portfólio de clients Já para o perfil valorizado pelos prospects de agencias tradicionais estão: A pesquisa foi respondida por multinacionais (62,9%) e também por empresas nacionais (37,1%), principalmente por gerentes de internet (38,6%), gerentes de marketing (21,4%), especialistas e analistas de marketing (12,9%), diretores de marketing (10%) e gerentes de e-commerce (5,7%).
O objetivo era promover o turismo nas ilhas da Grande Barreira de Corais, oferecendo uma vaga de zelador da ilha Hamilton, uma das 600 que formam o maior recife de coral do mundo. Com uma verba modesta, a pequena agência australiana Cummins Nitro não só conseguiu atingir esse objetivo, como também arrebatou de uma só vez o Grand Prix em três categorias – direct, cyber e PR. A idéia, simples, porém genial, foi de divulgar a vaga de emprego como o melhor trabalho do mundo, e certamente a ilha e a vaga tinha argumentos que justificasse. As belezas naturais da ilha, juntamente com o salário de 20 mil dólares por mês durante seis meses atraíram pessoas de várias nacionalidades, sendo que houveram 36.648 candidatos inscritos para a vaga. Emissoras de TV, revistas, jornais, blogs cobriram a ação, uma mídia espontânea calculada em 100 milhões de dólares, além dos quase 7 milhões de visitantes no site islandreefjob.com. Alem disso, toda essa atenção voltada para a ilha fez com que ela se tornasse destino desejado para o turismo, e como conseqüência disso a companhia aérea australiana Virgin Blue lançou um vôo direto de Sydney até a pequena Hamilton Island. O escolhido para a vaga do “melhor emprego do mundo” foi o britânico Ben Southall, que no início de julho, começou a contar sobre sua experiência em um blog, no Twitter, com vídeos no Youtube e fotos no Flickr, gerando ainda mais interesse pelo destino turístico. Conheça o case do “The Best Job in The World” Rohit Bhargava, SVP de estratégia digital da Ogilvy PR escreveu um artigo que dão dicas para fazer a melhor campanha de todos os tempos. Leia a seguir: 1. Crie algo fácil de acreditar. É a razão da promessa que costumamos colocar nos briefs criativos. Alguns profissionais de marketing dizem para nunca afirmarmos algo se não pudermos provar. No entanto, como provar, neste caso, que se trata mesmo do melhor trabalho do mundo? Não dá. Mas é muito fácil fazer as pessoas acreditarem, porque um lugar tão bonito cabe exatamente na concepção popular do que seria um trabalho dos sonhos. 2. Não importa a verba do cliente. Um dos grandes benefícios de um trabalho inteligente de relações públicas e mídias sociais é a possibilidade de obter escalas de uma maneira que a propaganda convencional não consegue. Ou seja, você não precisa pagar pra conseguir mais. O grande truque é ter uma mensagem sobre a qual as pessoas não consigam ficar sem comentar. 3. Foque no conteúdo, não no tráfego. Uma campanha típica foca no tráfego para algum tipo de site. Para o melhor emprego do mundo, o maior resultado foi ter tido mais de 34.000 vídeos no youtube vindos de pessoas do mundo todo comentando o quanto gostariam de trabalhar no local. Todo esse material - somado aos views de cada, multiplicados pela visualização no longo prazo - deixa claro o verdadeiro impacto da campanha. 4. Crie um motivo real para as pessoas compartilharem. Outro elemento dessa campanha que funcionou muito bem foi o fato das pessoas poderem votar nos vídeos. Depois que alguém enviava um vídeo, eles tinham um incentivo para compartilhá-lo com todo mundo em suas redes sociais para tentar conseguir mais votos. 5. Nunca subestime o poder dos criadores de conteúdo. As estatísticas mais recentes apontam que entre 1% e 10% da base de qualquer rede social são os criadores de conteúdo. Apesar das porcentagens parecerem pequenas, o impacto potencial de alguns desses indivíduos são vastos na rede. Isso poderia se tornar facilmente uma arma secreta para sua próxima campanha. 6. Dê vida posterior à sua campanha. A melhor coisa dessa campanha, segundo Bhargava, pode ser o conteúdo que ainda virá pela frente. Ben Southall, o vencedor, começou a espalhar mais conteúdo – altamente envolvente - pela internet. A alta qualidade do material inspira qualquer um a conhecer o local paradisíaco. Pelos próximos seis meses, ele desbravará o estado de Queensland e trará à tona outras oportunidades únicas. O melhor de tudo é que esse conteúdo viverá por muito tempo após a duração da campanha.
Conheça o site que o usuário não precisa fazer nenhum clique para navegar pelos links de sua interface. Essa é uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Interativa. Nele você testa a sua capacidade de evitar o clique e ainda fica por dentro da história do “clique”, vê resultados de enquetes e aprende a mexer nessa nova interface. No começo parece quase impossível dominar o conteúdo do site, mas logo o usuário pega o jeito. Será que essa moda pega?
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